Reunião de 22/06 na Alesp
Colégio de Líderes diz que “não promoverá confronto entre Poderes”
Em reunião com interlocutores dos funcionários, grupo de deputados informa que não irá propor choque entre Executivo e Judiciário
Os representantes dos funcionários do TJ-SP estiveram na tarde desta terça-feira, 22, reunidos com o Colégio de Líderes da Assembléia Legislativa paulista. O encontro – que foi aguardado no plenário Juscelino Kubitschek da Alesp por dezenas de paredistas – começou por volta das 15h00 e não demorou mais do que meia hora para ser encerrado. O resultando foi o posicionamento já aguardado pelos interlocutores do funcionalismo, indicando que o grupo parlamentar “não irá promover o confronto entre os Poderes Executivo e Judiciário no Estado”.
Diante da apuração, os dirigentes de associações relataram que a postura adotada pela Alesp já era aguardada e que o movimento tem sido vitorioso quando avaliado de forma mais ampla. Eles citaram que a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) proposta pelo deputado Carlos Giannazi (PSOL) para apurar irregularidades no âmbito do TJ-SP é um fato positivo, porque nunca antes no Estado de São Paulo ocorreu sugestão semelhante.
ASSINATURAS – A instalação da CPI do Judiciário, no entanto não será tarefa das mais simples. Desde que a proposta vem circulando entre os parlamentares, apenas sete assinaturas favoráveis foram conseguidas, num universo de 32 necessárias. Neste caso, tanto parlamentares como dirigentes de entidades têm opinião em comum. Eles acreditam que a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito só terá êxito mediante o empenho dos funcionários do TJ-SP, que deverão se organizar em grupos para pressionar os parlamentares a aderir.
Ainda como reforço de estratégia, os servidores deverão enviar e-mails para as caixas postais eletrônicas dos parlamentares (ver endereços abaixo) a fim de se obter o apoio necessário. “Hoje (ontem, 22) estivemos com um deputado e enquanto conversávamos ele atendeu cerca de cinco ligações, de comarcas diferentes, todas querendo saber do resultado da reunião no Colégio de Líderes”. A proximidade das eleições pode ajudar na abordagem a ser exercida: “O deputado tem que ser pressionado na sua base de atuação”, insistiram.
SOLIDARIEDADE – Desde que a greve teve início, a cada dia tem crescido o apoio de parlamentares de diferentes esferas: deputados federais e estaduais, além de senadores de diversos partidos já registraram manifestos de solidariedade ao movimento. As entidades representativas também têm recebido moções de apoio vindas de Câmaras Municipais de várias cidades e regiões do Estado. Na sessão legislativa desta terça feira, 22, na Assembléia Legislativa não foi diferente, e vários deputados fizeram pronunciamentos de apoio aos funcionários, em greve há quase dois meses.
Com experiência que conta mais de vinte anos como metalúrgico, o deputado José Zico Prado (PT) falou das dificuldades encontradas na realização de uma greve e sugeriu que os servidores “não aceitem a jogada do TJ-SP”, que está propondo projeto de reposição salarial de 20,16% apenas para o próximo ano. “O orçamento do Estado é uma peça de ficção, não caiam nessa”, ensinou.
Contumazes na atual campanha da categoria, Carlos Giannazi (PSOL) e Olímpio Gomes (PDT) também se manifestaram. Ambos frisaram a necessidade do empenho de todos para as assinaturas que possibilitarão a instalação da CPI do Judiciário. Giannazi ainda citou iniciativa própria, solicitando que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) realize averiguação no TJ-SP, ato já aprovado pelo próprio órgão federal.
Até mesmo a base de sustentação do governador José Serra registrou apoio ao movimento. “Somos favoráveis à greve e ao não desconto dos dias parados. Queremos que vocês retornem ao trabalho, mas desde que atendido o que pleiteiam”, declarou o deputado Luis Carlos Gondim, do PPS.
Pela instalação da CPI do Judiciário
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