“Eu vivo uma situação muito triste! Minha filha fica com toda a minha aposentadoria, gasta tudo e faz contas que não podemos pagar. Eu chego a passar fome por não ter dinheiro. Eu amo a minha filha, mas o que ela faz é errado”.
Esse é o relato de uma aposentada de 71 anos, que há 1 ano sofre com o golpe aplicado pela própria filha, uma jovem de 23 anos que se apodera de todo o dinheiro recebido pela mãe mensalmente.

A aposentada contou que o crime começou há quase 1 ano, quando a filha pediu o cartão de crédito da vítima e passou a sacar a aposentadoria e gastar com objetos pessoais.

Esse tipo de golpe, aplicado geralmente pelos familiares, é mais freqüente do que se imagina. Somente em 2016, 100 casos de apropriação indébita foram remetidos à Justiça pela Delegacia Especializada em Crimes contra Idosos (DECCI). Em 2015, foram 99 casos similares e, neste ano, 5 casos do gênero já foram registrados e estão sendo investigados.

Segundo a titular da DECCI, Ivone Azevedo, filhos e netos são os mais rotineiros autores desse golpe, quando agem como curatelados (representam a pessoa idosa diante da determinação de um juiz) e acabam se apropriando dos bens das vítimas, muitas vezes fazendo empréstimos com valores altíssimos, compram carros e usam os cartões de crédito das vítimas.

“Muitos filhos usam esse dinheiro para benefício próprio e não repassam nada aos pais. Eles imaginam que estão acima da lei, mas não estão. Muitos idosos vêm na delegacia chorando pedindo para esses filhos devolverem os seus bens e nós iniciamos os procedimentos para que isso aconteça. Esses casos são mais sociais que criminais, porque são brigas entre a família, mas que precisam ser intermediadas pelo Judiciário, uma vez que é um crime se apropriar dos bens de uma pessoa”, afirmou.

Além da apropriação indébita existe também os casos de extorsão nos quais os idosos são vítimas, muitas vezes cometidos por netos que são usuários de drogas ou alcoólatras, que chegam a agredir as vítimas e extorquir dinheiro para sustentar o vício.

“Já recebi caso no qual o neto obrigava avó a ir no caixa eletrônico de madrugada para sacar dinheiro e depois ordenava que a idosa fosse até uma boca de fumo para comprar entorpecentes para ele. Muitas vezes esse caso leva à agressão porque esse familiar, por conta do vício, acaba agredindo o idoso. Tanto nos casos de apropriação quanto de agressões e extorsão, os idosos se sentem repelidos a denunciar por temer que o filho ou o neto seja preso, por ter amor por aquela pessoa. Mas, as medidas a serem tomadas dependendo do caso, não há necessidade de prisão”, disse Ivone Azevedo.

A delegada ressaltou que é importante denunciar todos os casos de crimes contra idosos, pois ainda é muito comum a violência e golpes contra a melhor idade. “As leis ainda são brandas para alguns tipos de crimes contra idosos, mas que muitas vezes são eficazes porque são usadas para frear esses tipos de crimes”, finalizou a DECCI.


Ana Sena
EM TEMPO


Em Tempo, 05/03/17


 

 

 

 


Aposentados devem ficar atentos para não cair no golpe do consignado

Na região, um homem foi vítima dos bandidos que fizeram um empréstimo de R$ 13 mil em seu nome

Egle Cisterna

Viver de benefício, aposentadoria ou pensão geralmente não é fácil. Mas quando esse dinheiro ainda é alvo de golpistas que fazem empréstimos consignados diretamente na conta das pessoas, sem qualquer autorização, torna-se pior.

É o caso do recém-aposentado Amarildo Dias de Carvalho, de 49 anos. Afastado por motivo de doença, ele conseguiu a aposentadoria por invalidez em fevereiro. Mas, antes mesmo de receber, foi vítima de um golpe.

Neste mês, ao ter problemas para sacar o primeiro benefício, ele tirou um extrato e viu que, além de saques indevidos, havia um empréstimo consignado sendo descontado do seu benefício.

“Ele não recebe nem R$ 1,1 mil e já estão descontando quase R$ 700,00 por mês de um empréstimo de R$ 13 mil. Isso é um absurdo, e ninguém se responsabiliza”, comenta o sobrinho do aposentado, Osmar Barbosa de Carvalho.

Ele relata que, no mês anterior, o tio teve problema com a senha do benefício e teria tido ajuda de um desconhecido. “No banco, dizem que não podem fazer nada, pois o empréstimo teria sido feito no caixa eletrônico, com a senha dele”.

“Eu não autorizei nada, não passei nada para ninguém e estão comendo todo o meu dinheiro”, desespera-se Amarildo de Carvalho.

O aposentado fez um boletim de ocorrência e entrou na Justiça para reaver seu dinheiro. Sua advogada, Arlete Cazura Coutinho Santos, afirma que a prática se dissemina.

“Sou procurada por várias pessoas na mesma situação. Fica claro que esses golpistas estão tendo acesso aos dados dos clientes, mas não se sabe ao certo como eles conseguem isso e se há a participação de funcionários das agências bancárias”, afirma. A Polícia Civil de Cubatão, onde ocorreu o caso, faz investigações.

Vazamentos

Segundo o advogado Theodoro Vicente Agostinho, da Comissão de Seguridade da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em São Paulo, estima-se que em torno de 8% dos empréstimos concedidos sejam fraudados.

“Boa parte destas fraudes acontece por conta de vazamento de informações da Previdência Social. Mas o mais difícil é saber como dados e até listas de aposentados chegam aos fraudadores”, menciona o advogado.

O INSS afirma que os dados dos segurados são mantidos em sigilo e que não fornece qualquer dado pessoal sob sua guarda a terceiros.

“O Instituto sempre orienta aos seus segurados e beneficiários que, por questões de segurança, não forneçam o número de benefício ou seus dados pessoais a terceiros”, afirma, em nota. Para resolver eventuais problemas, sugere o registro da ocorrência em delegacia e que se faça denúncia na Ouvidoria do INSS, por meio da Central de Atendimento, no telefone 135.

Recomendações

- Nunca aceite ajuda de estranhos nos caixas eletrônicos. Se tiver problemas, procure um funcionário da agência.

- A senha e o número do benefício nunca devem ser passados para ninguém. Evite também anotar a senha em papéis. E nunca guarde cartão e senha no mesmo lugar.

- Ao escolher a senha, não use números previsíveis, como data de nascimento, número de telefone residencial e placa de carro, por exemplo.

- Ao pegar seu cartão, com a desculpa de ajudar, o desconhecido pode aproveitar para trocá-lo por um outro sem que você perceba. Não entregue o cartão na mão de ninguém.

- Todo cuidado é pouco. Se você for assaltado, cancele o cartão na central de atendimento do banco o quanto antes. Faça boletim de ocorrência e comunique o crime ao INSS.

- Se o cartão ficar preso no interior do terminal de autoatendimento, aperte a tecla anula e avise imediatamente o banco, usando o telefone instalado na própria cabine.

- Dê preferência aos caixas eletrônicos que ficam instalados em locais de grande movimentação, como shoppings, lojas de conveniência e postos de gasolina, por exemplo. Bandidos gostam de agir sem grande plateia.

- Evite o horário noturno para usar caixas eletrônicos. É mais seguro fazer saques no horário comercial, quando o movimento de pessoas é maior.

A Tribuna, 29/03/17 – 11h21

 


 

 

 

Bandido se passa por funcionário público para aplicar golpes em idosos

Todo o cuidado é pouco

A Polícia da região está em alerta para um homem de mais ou menos 40 anos que está aplicando golpes e se identificando como funcionário público. Ontem, o golpista ludibriou uma aposentada de 78 anos. Ele entra na residência, se identifica como funcionário público, fotografa a casa e o quintal e depois pratica o furto de objetos de valor.

Uma senhora em Rincão foi vítima do bandido que disse que iria medir o terreno para que fosse dado um desconto para  a mesma e que este era concedido somente para aposentados. Da casa, o ladrão levou uma bolsa com R$ 180.

O bandido usa um Celta preto com placas de Araraquara.

São Carlos em Rede, 19/04/17 – 10h35

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